Dataloggers MSR165 a caminho da estação espacial internacional ISS

Pela quarta vez consecutiva, os dispositivos de armazenamento de dados (dataloggers) da MSR acompanharam o voo da nave espacial não tripulada Cygnus para a estação espacial internacional ISS para medição de dados de transporte.


“Estamos a receber dados verdadeiramente espetaculares destes minúsculos dataloggers”, disse Michael Bain gerente de operações, serviços e integração de carga ISS da Orbital Sciences Corporation.

A Orbital Sciences Corporation foi contratada pela NASA para o transporte de carga comercial até à estação espacial internacional.



Monitorização precisa do compartimento de carga

Os dataloggers MSR foram utilizados para gravação de choques e vibrações na rota prevista de transporte da Cygnus até à ISS. De acordo com Michael Bain a carga para a ISS incluiu consumíveis (alimentos, roupas, equipamentos para apoio à ciência, alguns bens médicos, equipamentos para suporte de operações, equipamentos para manutenções periódicas, entre outros), bem como peças de reposição, suporte à tripulação e outras instalações. Alguns dos equipamentos transportados eram sensíveis às cargas transmitidas durante o transporte, especialmente durante o lançamento onde as cargas estruturais e as vibrações são significativas. Os dataloggers MSR, altamente sensíveis, com sensores de 3 eixos de aceleração medem estas forças, denominadas forças G, durante o previsto voo espacial até às docas do transportador do ISS. Estes dados serão também gravados em memória interna. Michael Bain afirma que “Somos capazes de controlar praticamente todo o evento físico que ocorre na nave espacial desde roll-out até à plataforma de lançamento, a rotação do foguete para a vertical, ignição, lançamento, corte motor principal, separação de fase, ignição fase superior e separação de carenagem… até mesmo o movimento da nave espacial, enquanto preso ao braço da estação espacial”. Em órbita os dados medidos e registados pelos dataloggers MSR serão obtidos a partir do módulo da tripulação da ISS, assim que a carga seja descarregada. Os ficheiros de dados dos dataloggers serão descarregados para um computador em bordo e, em seguida, transmitidos ao solo. De acordo com Michael Bain, a Orbital recolherá os dados, comparará com os modelos e previsões específicos da missão e em seguida, enviará uma análise dos dados registados durante o transporte à NASA como prova de que o sistema operou conforme previsto.


Processo de seleção rigoroso

De acordo com Wendelin Egli, CEO da MSR, a Orbital selecionou os dataloggers MSR165 em parte porque os seus sensores podem autonomamente realizar medições precisas por longos períodos e com altas taxas de medição. “Outro pré-requisito para o voo espacial foi a de que os dataloggers tivessem um peso bastante leve, formato pequeno e uma grande capacidade de memória – condições que o MSR165 preenche”. As baterias utilizadas nos dataloggers MSR foram testadas e numeradas individualmente nas instalações de teste de baterias no centro espacial Johnson em Houston, Texas.

As baterias testadas foram enviadas para a MSR em Seuzach, perto de Zurique e instaladas durante a produção inicial.

Em cada unidade entregue à Orbital foi colocado um número de série e uma certificação especial para a NASA. Cada dataloger MSR foi então verificado e colocado em funcionamento na Orbital Sciences Corporation, em Dulles, Virgínia, e depois transportada de avião ou carro até ao local de lançamento (Ilha Wallops ao largo da costa da Virgínia). Uma vez ativado e preparado, os dataloggers serão instalados em locais pré-determinados no compartimento de carga.

Os dataloggers MSR foram entretanto utilizados pela Orbital quatro vezes: missão de teste em Setembro de 2013, Orb-1 em janeiro de 2014, Orb-2 em julho de 2014 e agora Orb-3 (20 de Outubro de 2014).


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Atualização da missão:

Em conferência de imprensa, a Orbital Sciences confirmou que após 6 segundos da descolagem (6:22PM), o veículo de transporte explodiu no ar. Não houve vitimas nem feridos a registar, sendo que as causas da explosão ainda são desconhecidas.

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